Pressão nas fábricas do Pólo Industrial de Manaus


Com crise ou sem crise, o trabalhador acaba sempre sendo sacrificado. No período da crise, muitos foram demitidos para que as empresas mantivessem suas margens de lucro. Agora, a crise passou e, da mesma forma, os trabalhadores estão no sacrifício. Desta vez é devido a necessidade de aumentar a produção e, dessa forma, aumentar também o lucro.
Para isso, as empresas botam seus prepostos para cobrar do pessoal que trabalhem, trabalhem e trabalhem. Quando o empregado se recusa, então vêm as ameaças, perseguições e outras formas humilhantes de tratamento. Isso é assédio moral, um mal a mais no local do trabalho além da pressão por mais horas de trabalho.
A Central Única dos Trabalhadores – CUT, a qual o sindicato é filiado, tem uma solução para esse problema. A saída é reduzir a jornada de trabalho sem redução de salários. Com isso, mais empregos seriam gerados, mais postos de trabalho podem ser criados e acaba a pressão sobre os que estão empregados hoje.
Essa solução, porém, não é fácil. Os empresários não querem nem pensar nessa possibilidade. No entanto, em muitos países já existe. Ou seja, lá na sede de algumas das grandes multinacionais instaladas no Pólo Industrial de Manaus – PIM, já existe. Se lá é possível, aqui também.
Mas para que aqui seja possível, é preciso fazer como os trabalhadores desses países fizeram: lutar, lutar e lutar!

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