O preço do aumento da produtividade no PIM

“Não sois máquinas. Homens é o que sois”. Esta frase vinha sempre acompanhada de uma foto onde Carlitos, personagem de Charles Chaplin,  numa fábrica, encontrava-se preso entre engrenagens. A imagem remetia às condições de trabalho em meados do século passado.
De lá para cá, pouca coisa mudou. Os trabalhadores do Pólo Industrial de Manaus - PIM, continuam sob forte pressão para aumentar a produtividade. Isto é,  está cada vez mais pressionado – pelo tempo, pelo superior imediato, etc-  a acelerar a produção, não importando se tem necessidade de  ir ao banheiro, de descansar as articulações em razão dos movimentos rápidos, contínuos e repetitivos.
Hoje, no PIM, o aumento da produtividade tem fabricado resultados extraordinários  para as empresas. A Suframa divulga periodicamente o resultado do faturamento - que tem sido de recorde atrás de recorde.
O preço dessa evolução é  o aumento das doenças ocupacionais em, praticamente, todas as fábricas  do PIM.

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