País gerou 1,3 milhão empregos com carteira assinada em 2012


Brasília, 25/01/2013 - De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgados pelo ministro Brizola Neto nesta sexta-feira (25), o Brasil criou 1.301.842 postos de trabalho com carteira assinada em 2012. Os dados apontam um crescimento de 3,43% em relação ao estoque de empregos de dezembro de 2011. Este aumento originou-se do saldo de 21.619.521 admissões contra 20.317.679 desligamentos.

Segundo Brizola Neto, os dados, mesmo que com menos vigor que nos anos anteriores, demonstram que o mercado de trabalho respondeu bem aos efeitos da crise. "O Brasil investiu no setor produtivo e isso proporcionou a geração de 1,3 milhão de empregos que atendeu aos anseios da população economicamente ativa brasileira", avaliou.

Ele destacou as medidas adotadas pelo governo para enfretamento da crise, como a queda na taxa de juros e as desonerações diretas e indiretas  e, principalmente, o investimento em grandes projetos de infraestrutura. "Temos garantias de investimentos público e privado, com destaque para as grandes obras do PAC e os aportes dos fundos do FGTS e do FAT que investem recursos em habitação, saneamento e infraestrura e em programas de geração de emprego e propiciam a geração de milhares de empregos", afirmou o ministro.

Os dados demonstram uma continuidade do movimento de expansão do emprego formal no país, ainda que tenha ocorrido uma redução do ritmo de crescimento quando comparado aos anos anteriores. Entre os anos de 2011 a 2012 houve uma forte expansão no nível de emprego, quando foram criados 3.544.118 postos formais, como informam os dados do Caged de 2012 e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2011, que contemplam somente os trabalhadores celetistas.

Os oito setores de atividade econômica levantados pelo Caged tiveram aumento de emprego, com exceção dos Serviços de Utilidade Publica com 10.223 postos (2,71%).Serviços gerou 666.160 postos (4,32%), o Comércio, 372.368 postos (4,38%), a Construção Civil, 149.290 postos (5,17%), a Indústria de Transformação, 86.406 postos (1,06%), a Extrativa Mineral, 10.928 (5,28%), a Agricultura, 4.976 (0,32%), e Administração Pública, 1.491 (0,19%).

Segundo análise por recorte geográfico, os dados também revelam a expansão generalizada do emprego em todas as grandes regiões e Unidades da Federação. A região Sudeste obteve 655.282 postos (3,20%), o Sul, 234.355 postos (3,41%), o Nordeste, 190.367 (3,15%), o Centro-Oeste, 150.539 (5,33%) e o Norte, 71.299 postos (4,20%). Os estados que mais geraram empregos em 2012 foram: São Paulo com 336.398 novos postos (2,77%); Rio de Janeiro com 148.797 postos (4,17%); Minas Gerais com 145.292 (3,61%); Paraná com 89.139 (3,56%); e Rio Grande do Sul com 81.804 (3,23%).

Dados de Dezembro – No mês de dezembro, os dados do Caged revelam, como é comum nesse período, uma queda no nível de emprego formal, devido a fatores sazonais como entressafra agrícola, término do ciclo escolar, esgotamento da bolha de consumo no final do ano e fatores climáticos. No mês houve redução de 496.944 postos de trabalho, representando uma queda de 1,27% em relação ao estoque de dezembro de 2011. O número de admissões foi de 1.211.216, o terceiro maior para o mês contra 1.708.160 desligamentos, segundo maior para o período.

Dentre os 25 subsetores, somente o Comércio Varejista apresentou um crescimento no nível de emprego com 7.016 postos. Esse aumento superou a queda do Comércio Atacadista (- 3.851 postos) que possibilitou o saldo positivo para o setor de Comércio com 3.165 postos.

Em nível geográfico, todas as regiões apresentaram índices negativos: Sudeste com -267.328 postos (-1,47%); Sul com -102.497 postos (-1,43%); Centro-Oeste com - 47.660 postos (-1,61%); Nordeste com -50.705 (-0,82%) e Norte com -28.754 (-1,65%).

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