Encontro promovido pelo MPF/AM reúne mais de 40 movimentos sociais e entidades civis

Reunião inicial foi realizada para estreitar a relação da instituição com a sociedade civil organizada no Estado e conhecer melhor as áreas de atuação dos movimentos e entidades


Representantes e membros de 43 movimentos sociais, entidades e associações civis de Manaus e de localidades próximas à capital participaram do encontro aberto promovido pelo Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) na manhã desta terça-feira (16), na sede do órgão, e puderam manifestar suas principais demandas e bandeiras de luta, trocar informações entre si e apresentar críticas e sugestões sobre a atuação do MPF percebida por eles.

A partir dos assuntos discutidos durante o encontro, o MPF/AM deverá elaborar um calendário de reuniões temáticas a serem realizadas nas comunidades, para discutir casos e situações específicas levantadas pelos movimentos durante o encontro, dentro da área de atuação da instituição. Nos casos em que não há competência direta para atuação do MPF, os procuradores da República se dispuseram a fornecer informações necessárias aos representantes para que as demandas dos movimentos e entidades cheguem até o órgão e a instância competente.

O encontro reuniu mais de 70 pessoas no auditório do MPF/AM e foi conduzido pelo procurador-chefe da Procuradoria da República no Amazonas (PR/AM), Julio José Araujo Junior, pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão, Patrick Menezes Colares, e pelo procurador da República Jorge Luiz Ribeiro de Medeiros, que atua no ofício de defesa do Patrimônio Público e Social.

De acordo com o procurador-chefe da PR/AM, Julio Araujo, o MPF reconhece suas limitações de alcance físico para promover uma atuação mais eficiente no Amazonas e busca, por meio da criação de canais de diálogo com a sociedade e com os movimentos sociais, reforçar a possibilidade de cooperação. “Essa iniciativa serve, em parte, para lembrar a todos que o Ministério Público Federal está aberto. Nossa pretensão não é de simplesmente resolver todos os problemas. Queremos congregar todos os atores sociais para identificarmos melhor as demandas e agirmos com mais propriedade, e ao mesmo tempo, trabalhar na conscientização de direitos, no sentido de indicar os caminhos para que o cidadão possa exercê-los plenamente”, disse Araujo.

Os procuradores da República Patrick Colares e Jorge Medeiros também ressaltaram a importância da aproximação entre a sociedade e as instituições que atuam na defesa dos direitos coletivos. “O Direito não é papel, não é tinta. O Direito é vida, é luta e deve ser um instrumento capaz de possibilitar uma vida digna a todos. É o que nós, cidadãos, queremos e é por isso que o Ministério Público existe”, completou Jorge Medeiros.

A iniciativa de realizar reuniões descentralizadas nas comunidades e associações de bairros, segundo o representante da Cáritas Arquidiocesana, Marcos Brito, é o passo mais importante para estreitar a relação do MPF com a sociedade. “Sempre gera mais empatia quando recebemos a visita em nossa casa. Louvamos a iniciativa de abrir esses espaços porque a população está carente de parceiros de verdade”, disse.

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