Sondagem aponta que 74,8% dos entrevistados voltarão às ruas caso as coisas não melhorem

Do total dos internautas que responderam, 39,1% afirmam ter participado dos protestos, sendo a maioria na
faixa etária dos 16 aos 19 anos (57,6%). A faixa acima dos 60 anos teve o menor percentual (26,9%). A utilização das redes parece influenciar no percentual de participação nas manifestações, pois dos usuários das redes 42,5% declararem ter participado e dos não usuários apenas 21,9% saíram às ruas para protestar.

Outro dado interessante, é que quanto maior a escolaridade maior o percentual de participação nos protestos. O menor índice ficou entre os que têm apenas o Ensino Fundamental, com 29%, seguido pelo Ensino Superior completo (38,3%), Ensino Médio (40,3%) e pós-graduação (40,6%).

No que se refere aos percentuais de aprovação da atuação do Congresso Nacional, os números não são tão elevados quanto os de participação nas manifestações. Consideram péssimas as propostas colocadas em pauta pelo Legislativo 40,9%; 24,4% consideram as propostas ruins e 26,9% regulares. Restam menos de 8% que avaliam como boas e ótimas tais proposições.

Saúde, educação e corrupção são destacadas como os principais motivos para os protestos. Para 85% dos internautas que responderam à pesquisa, as deficiências nos serviços de saúde e educação seriam os maiores motivos. Esse índice fica acima dos 80% em todos os estratos sociais: por faixa etária, gênero, região e nível de escolaridade. Outro ponto que registrou percentual expressivo foi o combate à corrupção, apontado por 84,2% dos internautas como um dos principais motivos para as manifestações

Para a maioria dos jovens internautas, 52,1% a polícia agiu com mais força do que deveria para controlar as manifestações. Entre os que acham que a polícia atuou com excesso de força, as maiores porcentagens ficaram com os mais jovens – de 16 a 19 anos e de 20 a 29 anos –, com 65,7% e 66,1%, respectivamente. Três em cada quatro internautas participantes da pesquisa acham que os atos de destruição do patrimônio público durante manifestações nunca são justificáveis (78,1%).

Mesmo com medidas anunciadas pela Presidência da República e pelo Congresso, 42,8% dos respondentes acham que as manifestações vão aumentar. A sondagem foi feita com 9 mil pessoas durante o último mês de julho.

Adital/Benedito Teixeira

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