EUA dificultam entrada de venezuelanos e equatorianos para asembleia da ONU

O governo venezuelano está denunciando que membros da delegação que participará da Assembleia Geral das Nações Unidas, entre os dias 23 e 25 de setembro, em Nova Iorque, incluindo o presidente Nicolás Maduro (foto), ainda não tiveram seus vistos de entrada no país liberados. Diante de tal impedimento, o embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, enviou uma carta ao secretario geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pedindo uma solução imediata por parte organização.

Na carta, Moncada afirma ainda que os Estados Unidos estão "atrasando de maneira deliberada a aprovação dos vistos de entrada” e também tratando de "criar barreiras logísticas… [para] impedir a visita”.

Outro episódio envolvendo a concessão de vistos de entrada nos Estados Unidos envolve cinco equatorianos afetados pela Chevron e que também deverão assistir à Assembleia Geral da ONU. O incidente se dá poucos dias depois que o presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou a campanha "As mãos sujas da Chevron”, com o objetivo de denunciar as manobras que a multinacional estadunidense estaria realizando para não cumprir a decisão de pagar 19 bilhões de dólares a título de indenização por ter poluído com material tóxico parte da Amazônia equatoriana, causando a morte de grande parte da flora, da fauna e de moradores da região de Sucumbíos e Orellana, onde a transnacional explorou de 1964 a 1990.

Segundo informações da agência de notícias Andes, os equatorianos com vistos negados têm passaporte especial outorgado pelo Ministério de Relações Exteriores e Mobilidade Humana.


Adital

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