ENTIDADES MANIFESTAM APOIO AOS TENHARIM

“Repudiamos os atos perpetrados contras todas as etnias, em especial com os povos Tenharim e Jiahui, que se traduzem atualmente na mídia como um movimento de criminalização coletiva com a clara intenção de tornar ilegítimas as demandas dos indígenas”. Assim se manifestaram representantes de organizações indígenas, entidades de apoio, instituições de ensino e pessoas que se interessam pela causa indígena.
Na tarde desta terça-feira, eles declararam apoio aos indígenas da Terra Tenharim Marmelos, localizada entre os municípios de Humaitá e Manicoré, alvo de ataques de moradores das redondezas desde o dia 25 de dezembro passado. Naquela ocasião, mais de três mil pessoas destruíram casas dentro da terra indígena, caminhões, barcos e outras construções.
“Os indígenas agora estão isolados em sua própria terra, sem poder manter contato com pessoas da cidade, sem poder estudar e enfrentando dificuldades de atendimento à saúde”, destacou o advogado dos Tenharim Ricardo Tavares de Albuquerque.

Grupo de apoio

Em reunião que contou com representantes de 12 entidades de apoio, organizações indígenas, universidades e parlamentares, por sugestão de Ricardo Albuquerque, que também representa o Núcleo de Direitos Indígenas da Universidade do Estado do Amazonas, foi criada uma Rede de Apoio aos Povos Indígenas do Amazonas. “A ideia é articularmos vários segmentos para dar apoio aos indígenas nas várias áreas que eles precisam e onde encontram muita carência, como apoio jurídico, etc”, diz Ricardo Albuquerque.
O representante da Comissão da Verdade no Amazonas, Egydio Schwade, informou que estará levando o caso dos Tenharim á Comissão Nacional da Verdade a fim de que os impactos causados aos indígenas pela construção da BR-230, no período da ditadura militar, seja incluído como vi8olação de direitos praticados pelo governo da época.

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