DEMARCAÇÃO DE TERRAS É TEMA DE ENCONTRO DE INDÍGENAS EM MANAUS

Foto: J. Rosha
Invasões, desmatamento, poluição dos cursos d´água, discriminação e violência contra lideranças e
comunidades. Essa é a realidade enfrentada pela maioria dos povos indígenas do Amazonas, sobretudo nas terras que ainda não estão demarcadas ou sequer chegaram a ser identificadas pela Fundação Nacional do Índio – Funai.
No Amazonas ainda existem 170 terras sem providência. Outras se encontram identificadas ou com processo de demarcação parado no Ministério da Justiça por força de pressões políticas.
É o caso das terras Ponciano, Murutinga/Tracajá e Sissaíma, localizadas nos municípios de Autazes e Careiro da Várzea – terras tradicionalmente ocupadas pelo  povo Mura. Ali, hoje, o cenário é de destruição provocada por incêndios. Nessa época do ano, os fazendeiros costumam por fogo na mata para ampliar os campos de pastagem do gado e as queimadas ficam fora de controle. Além disso, por causa da luta pela demarcação das terras, muitas lideranças  tem sofrido ameaças de morte – situação já relatada ao Ministério Público Federal (MPF), Funai e Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
Para realizar um levantamento mais preciso sobre a situação das terras no Amazonas e aprofundar o conhecimento sobre o processo demarcatório, cerca de 30 lideranças de várias regiões do Estado estarão reunidas de quinta-feira a sábado em Manaus.  . O encontro é promovido pelo Conselho Indigenista Missionário  (Cimi), Regional Norte I (AM/RR) e acontecerá no Centro de Formação Xare, localizado na rodovia BR-174, quilômetro 906 (Ramal dos Padres, KM 1). O evento terá início a partir das oito horas de quinta-feira, 15, até 17 horas de sábado.
Dentre os participantes serão escolhidos representantes que levarão os resultados e propostas à Funai, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima semana.

Fonte:
Conselho Indigenista Missionário – Cimi Norte I (AM/RR)

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