NOTA DA UNIÃO DOS POVOS INDÍGENAS DO VALE DO JAVARI – UNIVAJA

Sobre a Nota de Repúdio da FUNAI no dia 08 de Março de 2016

Não sabemos onde a Fundação Nacional do Índio – FUNAI órgão indigenista oficial do governo federal quer chegar. Ou seja, onde está à capacidade dos servidores para lidar com os indígenas seja contatados ou não contatados? É triste ver a FUNAI e seus servidores chegar o ponto de REPUDIAR contra os povos Matís que também são considerados de recentes contatos por nós que temos mais tempo de contato.

É uma dura situação de vermos onde está chegando à incapacidade dos servidores “os indigenistas” nessa chamada NOVA FUNAI, que só tem causado problema para a vida dos dois grupos que merecem todo nosso respeito. Não é possível ver de quem diz que protege a vida dos índios kurubo, porque dentro da área de jurisdição da FEAVJ/FUNAI, está cheia de pescador, sem que os kurubo estejam protegidos. Todo dia saem caça e pesca diferente do tempo do Riely Frasnciscato e Sidney Posuelo que demonstrou sua capacidade e verdadeiro sertanista que nunca aconteceu o que esta chegando hoje.

No nosso ponto de vista, os Matís estão com ódio do Carlos Travasso, onde eles não saíram contente da reunião com o presidente, em saber que o mesmo tinha passado para FEAVJ/FUNAI, tanto é que impediram que houvesse servidores na reunião, para que eles pudessem dialogar com o presidente. Essa revolta contra o travasso, e a reação do que aconteceu dessa agressão ao medico que se encontrava presente na FEAVJ/FUNAI.

Muitas vezes se escuta que os servidores dizer que “ama” os Kurubo, dar entender para nós, que isso não passa de mera intenção de garantir emprego e permanecer nos cargos, diárias fácies entre outros. Mas não garante a vida e a segurança dos povos isolados.

Por final a FUNAI diz “Ainda, informa que esta Fundação está tomando as providências legais para apurar os acontecimentos, punir os responsáveis e coibir atitudes como essa”.

Nos do movimento indígena somos contra esse tipo de expressão contra povos indígenas, seja isolado ou não, porque não é uma palavra que possa direcionar um índio que não entende ou não tem domínio da língua portuguesa, de quererem punir culpado.  Não viram que a revolta dos Matís com o coordenador da CR foi um simples motivo de ele ter ameaçado de entrar com Policia Federal e Exercito.  Na reunião com o presidente se viu um servidor jogando beijo para os Matís como debocha.  É situação que confronta a cultura dos povos Matís.

Se os servidores continuarem esse tipo de atitude, dar certeza que vai ter conflito e a culpa será dos servidores, porque eles não sabem lidar com os indígenas, é melhor que haja substituição desse servidores e a volta dos sertanistas para estarem fazendo um trabalho que agrade os povos indígenas Matís e Kurubo.

E nós do movimento, estamos vendo que a incapacidade dos servidores está virando um caos na questão indígena, que precisa remover todos esses que diz “ama” índio, com pensamento equivocado.  E nós iremos lutar por todos e não dividir os Matís e Kurubo. Que o movimento indígena luta e protege a união de todos os povos bem como seus territórios, e não divide opinião dessa diversidade étnica.

Paulo Barbosa  - Coordenador da Univaja

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