MANAUS PAROU CONTRA REFORMAS DE TEMER

“Com essa reforma da previdência você trabalha até morrer ou morre trabalhando!” Essa foi a palavra de ordem que animou a manifestação realizada nesta quarta-feira, 15/03, que paralisou o Centro de
Manaus. Mais de cinco mil pessoas se deslocaram em passeata da Praça do Congresso por volta das 15 horas até a Avenida Sete de Setembro, onde o ato foi encerrado às 19 horas, atendendo ao chamado das centrais sindicais.
Durante todo o dia aconteceram eventos e manifestações contra as reformas trabalhista, previdenciária e do ensino médio. Fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM) foram paralisadas por uma hora no início da manhã, o mesmo acontecendo em unidades da Petrobrás. Professores e alunos de muitas escolas da rede pública também paralisaram suas atividades por todo o dia.
A vice-presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM), Cátia Cheve, disse que o movimento  marca a retomada das lutas populares  no Amazonas, de pois de um período em quie a população parecia confusa diante dos acontecimentos. “Agora os trabalhadores e o povo parecem ter mais clareza sobre as graves consequências das mudanças que o governo golpista quer fazer”, destaca Cátia Cheve.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Material Plástico, Francisco Brito, avaliou que as manifestações, desde o último dia oito – quando se comemorou o Dia Internacional da Mulher -, estão mostrando ao governo que as reformas não serão aceitas pelos trabalhadores. “O governo Temer vai ter que rever essas mudanças, porque a reação nas ruas está apenas começando”, diz Brito.

PAROU GERAL

Fazia muito tempo que não se via as ruas do Centro da cidade, em plena tarde de quarta-feira, tomada por estudantes, trabalhadores do Polo Industrial, servidores públicos e  diversos movimentos sociais reagindo contra mudanças na Constituição e na legislação  trabalhista. O dia da Greve Geral convocada pelas centrais sindicais terminou com a concentração às 15 horas na Praça do Congresso e uma passeata que teve seu auge no cruzamento das avenidas Leonardo Malcher e Constantino Nery. Por volta das 16 horas, motoristas do transporte público urbano aderiram a paralisação, fechando os principais acessos ao Centro Histórico de Manaus.
O ato foi organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central Sindical e Conlutas.

J. Rosha

Comments